segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sobre os índices de rejeição na pesquisa


Um leitor politicamente apaixonado nos questiona, bravo todo, reclamando porque não divulgamos na reportagem sobre a pesquisa eleitoral divulgada pela Rádio Monteiro FM, os índices de rejeição. Os números que o eleitor oposicionista comemora, apontam Edna Henrique com uma rejeição de 30% e Carlos Batinga com uma rejeição de 24%.

Em respeito à exigência do leitor, emitiremos a nossa opinião sobre o assunto. Considero que os números da rejeição, se analisados sob a ótica da razão, favorecem a prefeita. É natural que quem esteja no comando de uma administração tenha um índice maior de rejeição, porque não consegue agradar a todos. O que precisa ser levado em conta é a opinião da maioria. Porque a mesma pesquisa que aponta uma rejeição de 30% para a prefeita, indica uma aprovação popular de 60% do seu governo (Ótimo, Bom e Regular Positivo).

Ruim mesmo, aliás,  péssimo, é Carlos Batinga ostentar a marca de 24% de rejeição, mesmo tendo deixado o comando da Prefeitura de Monteiro há 7 anos. Quem está no comando do governo, como vidraça, ter 30% de rejeição, está num índice inaceitável. Já pra quem comanda a oposição, como franco atirador de pedras, ter 24% de rejeição, é injustificável.

E a própria metodologia de pesquisa, que trabalha com uma margem de erro de 3%, aponta no índice Rejeição, entre os dois prováveis concorrentes à Prefeitura de Monteiro, um EMPATE TECNICO, com probabilidade de 27 a 27.

E qualquer eleitor ou leitor politicamente desapaixonado tem consciência do que indica a experiência da ciência política. Faltando um ano e meio para o pleito, existindo um empate técnico  entre oposição e situação, a lógica é que seja favorecido quem está com o governo, desde que saiba conduzir a administração em direção aos anseios do povo. Coisa que Edna vem fazendo muito bem, é tanto que as adesões acontecem a cada semana. A oposição, que já chegou ao seu pique, tende a murchar.

Esta é a lógica. O resto é esperneio de quem, a cada dia, perde mais espaço. É banzo.

domingo, 10 de abril de 2011

Pesquisa quebra discurso da oposição


Os números da pesquisa eleitoral divulgada na manhã deste domingo pela Rádio Monteiro FM, em relação à campanha municipal de Monteiro em 2012, desmistificam alguns pontos que vinham sendo sistematicamente levantados e divulgados pela oposição. Os que fazem a oposição radical a prefeita Edna Henrique tentaram incutir na opinião publica a falsa idéia de que Monteiro estaria vivendo um desgoverno e que a prefeita não teria a menor chance de sucesso numa campanha de reeleição.

A oposição propagava essa tese, mesmo contrariando fatos e atos altamente positivos por parte da administração municipal, a exemplo do pagamento rigorosamente em dia dos funcionários municipais, da considerável melhoria na estrutura da saúde e da educação, no fortalecimento econômico da cidade através do turismo cultural e de eventos, na conquista do SAMU e da UPA 24HS, dentre outras ações.

O resultado que a pesquisa da Monteiro FM mostra é bem diferente do quadro pintado pelos “contra”. Na consulta espontânea sobre quem o eleitorado prefere para comandar a prefeitura, a atual prefeita Edna Henrique supera o ex-prefeito Carlos Batinga por 7 pontos percentuais e, perguntada sobre a opinião em relação a administração municipal, 42% dos monteirenses indicaram Ótima e Boa, enquanto 18% apontaram como Regular, o que perfaz um índice positivo de 60%.

A reflexão diante dos números é muito simples. Edna passou os 2 primeiros anos do seu governo enfrentando a perseguição do governo hostil de Zé Maranhão, que Batinga comandava em Monteiro com mãos de ferro (o despejo do Grande Hotel é um belo exemplo). Mesmo assim, na pesquisa espontânea, Edna supera o seu maior adversário por 7 pontos, praticamente a mesma diferença que obteve na vitória de 2008 sobre Dra. Lourdinha. E todos sabem que não é fácil conseguir 60% de aprovação popular para um governo cuja primeira metade foi exercido sem a mínima ajuda do governo estadual.

A prefeita Edna Henrique começou há praticamente dois meses a melhor fase do seu governo, contando com a parceria do governador Ricardo Coutinho. Portanto, a tendência é um crescimento progressivo nos próximos meses. Se, depois de 2 anos à base de água e sal ela já supera o seu principal concorrente na preferência espontânea do eleitorado, imaginem daqui a mais um ano e meio, quando ela tem nas mãos o pão e o queijo. A oposição já chegou no limite que tinha de chegar e, sem propostas e sem ter mais o que mostrar em termos de trabalho, só tende a perder.

A pesquisa mostra uma certeza. O tão propalado desgoverno era fruto da imaginação dos apaixonados políticos. Quem tiver o mínimo de bom senso e olhar as coisas pelo lado da razão, entende claramente que se Edna passou dois anos “na seca” e já tem melhor colocação, imagine a partir de agora, com o comando das ações administrativas a nível municipal e estadual.

Volto a dizer pra quem achava ser bem fácil derrotar Edna Henrique: “A rapadura pode até ser doce, mas não é mole”.

Simorion Matos   

domingo, 3 de abril de 2011

O calo

O STF decidiu, mas no meio do caminho entre Cássio e Wilson há o Ministro Joaquim

O STF decidiu, mas no meio do caminho há o Ministro Joaquim e o cabo de guerra de estratégias de Cássio e Wilson

O Supremo Tribunal Federal – STF resolveu que a Lei Ficha Limpa não será aplicada para as eleições de 2012. A decisão trouxe alegria para o clã Cunha Lima, que passou a ver a cadeira de Senador bem mais próxima de Cássio; e preocupação para a turma de Wilson Santiago, que viu, talvez até pela primeira vez desde a posse, uma possibilidade real – bem real mesmo – de perda do mandato.

No dia seguinte à decisão do Supremo, encontrei com Lucimar da Cocada, uma fervorosa torcedora de Cássio, em Campina Grande. “Eita o homem assumiu, né?”. “Ainda não”, retruquei. “Acho que leva mais uma semana, mais ou menos”, disse. “Como uma semana? Não, ele já é Senador”, adiantou-se a animada cocadeira, saindo-se de fininho, como quem diz: “esse não sabe de nada”.

No mesmo dia, vi repercussão de falas de Cássio informando que a posse seria em aproximadamente 30 dias. Dois dias depois, ele falou em 40 dias. E, agora, já imagina que poderá ser bem mais.

No caso de Wilson, este nunca disse que iria sair. Claro, ele nem poderia, pois se ele não apostar na sua própria permanência, quem mais vai? Mas o seu semblante demonstrava preocupação no primeiro dia após a decisão do Supremo. E esta preocupação foi se desfazendo com o tempo. Hoje, quem vê Wilson Santiago falando sobre o assunto já não vislumbra mais o semblante pensativo, às vezes até meio aéreo, que se percebeu no ‘day after' da decisão do STF.

A verdade é que Cássio usará de todos os instrumentos jurídicos dos quais possa dispor para abreviar a permanência de Wilson na cadeira de Senador. E Wilson, por sua vez, fará o mesmo em sentido inverso. É a mesma estratégia usada por Cássio quando de sua cassação no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba – TRE-PB. Lembram?

Na época, Cássio, através de seus advogados, abusou dos instrumentos protelatórios – e com razão, claro. Qualquer um faria o mesmo em seu lugar. Ao perceber que não mais dispunha do chamado ‘Bom Direito', a estratégia mudou, deixando de ser a defesa direta e passando a ser o ‘empurrar bom a barriga', para ver quanto tempo ainda poderia ficar sentado na cadeira de governador. E olha que ele conseguiu um bom tempo...

Pois é justamente isso o que Wilson vai fazer. Vai abusar dos instrumentos protelatórios – que são legítimos, juridicamente falando – e empurrará a sua saída para o máximo. E o trabalho já começou. Tanto que o próprio Cássio, na imprensa, fez severas críticas à postura de Wilson, esquecendo-se que ele próprio usou desta estratégia enquanto governador cassado.

No meio deste ‘cabo de guerra de estratégias' está o ministro Joaquim Barbosa, a quem caberá tomar a decisão final sobre o caso. Não falo da decisão sobre a quem pertence o mandato, mas da decisão sobre o processo em si. A ele cabe a prerrogativa de fazer com que haja tramitação da matéria – ou que ela hiberne tranquilamente em suas gavetas.

Há quem garanta que esteja nesta decisão do Ministro uma forma de vingança pela renúncia de Ronaldo Cunha Lima para fugir do julgamento do caso em que responde por tentativa de assassinato contra o ex-governador Tarcísio Burity – Barbosa ficou uma arara com a estratégia de Ronaldo em renunciar ao mandato de deputado federal, na legislatura passada, para se livrar do julgamento. Lembram?

Mas há quem garanta que o ministro não seja rancoroso. Até mesmo pela responsabilidade do cargo que ocupa e dos efeitos que suas decisões causam. Porém, o mais certo, neste momento, é que é muito difícil saber o que realmente se passa dentro do coração do homem. Neste caso, mudemos o adágio popular: ao invés de ‘...de cabeça de juiz não se sabe o que sai...”, adotemos “...do coração deste juiz não se sabe o tamanho do seu rancor...”. Tempo ao tempo...


PB Agora

com blog de Carlos Magno 

domingo, 27 de março de 2011

Oposição - Discurso da contradição


Quem ler as notícias divulgadas pelas principais lideranças da oposição em Monteiro, percebe claramente várias contradições. Em certo momento, apregoam que a prefeita Edna Henrique estaria muito desgastada junto à população. Logo em seguida, defendem ardorosamente a necessidade de união das oposições para que, juntas e unidas, possam ganhar as eleições de 2012.

Muito contraditório esse discurso. Se a prefeita tiver esse desgaste tão grande, por que tanta preocupação de unir as forças que discordam do governo municipal? Ora, se acham tão fácil derrotar a prefeita, não há necessidade de tanto esforço.

Desgastes são naturais em todos os grupos políticos, até porque nenhum líder consegue atender os anseios de todos os seus seguidores. Mas será que os comandantes oposicionistas imaginam que não enfrentam insatisfações em suas hostes? As adesões estão aí, para reflexão.

Os números servem para uma avaliação desapaixonada. Em 2006, na campanha para deputado em Monteiro, CARLOS  BATINGA obteve  6.381 votos e em 2010, somou 6.576 votos . Por outro lado, JOÃO HENRIQUE em 2006, somou 4.958 votos para deputado e em 2010, obteve 5.342 votos. Com alguns detalhes: o primeiro, que entre 2006 e 2010, a votação de Batinga cresceu 195 votos, mesmo ele recebendo as adesões do vice-prefeito,  Dr. Eugênio Henrique e de Walmir Azevedo, Inácio Gabriel, Heleno de Amadeu e Raul Formiga, que não haviam votado nele em 2006. Diante desse crescimento tão reduzido para a quantidade de adesões e reforços, dá pra se levantar uma questão: ou o ex-deputado está muito desgastado ou as lideranças que passaram a apoiá-lo não têm votos para transferir.
Enquanto isso, entre 2006 e 2010, João Henrique cresceu 384 votos (praticamente o dobro do crescimento eleitoral de Batinga), mesmo tendo perdido o apoio de várias lideranças.

O segundo detalhe: em 2006 o comando da Prefeitura de Monteiro estava com Batinga e em 2010, com João Henrique. Nesse item, a condição de luta dos dois, estava empatada. Mas existiu uma grande diferença: em 2006, na campanha para deputado, João Henrique não tinha apoio do governo estadual, enquanto em 2010, Batinga teve a seu favor, de forma escancarada, o governo de Zé Maranhão. Isto significa que em termos de estrutura de governo, entre 2006 e 2010, a situação de Batinga foi bem mais favorável. Mas, nas urnas, o crescimento de João Henrique foi o dobro.

A pergunta fica no ar: de quem é o desgaste?

Diante de tudo, para os apaixonados batingueiros, um leve aviso: a rapadura pode até ser doce, mas não é mole...

sábado, 26 de março de 2011

Mais um

Cássio e Wilson são convidados para reunião da bancada federal na 5ª

Cássio e Wilson são convidados para reunião da bancada federal na 5ª Ruy convida Cássio Cunha Lima e Wilson Santiago para juntos participarem da reunião da bancada federal paraibana na próxima quinta

A reunião da bancada federal paraibana, em Brasília, prevista para a próxima quinta-feira deverá ter quatro e não apenas três senadores.

È que o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB), autor da reunião que pretende ser o primeiro ato na tentativa de unidade da bancada da Paraíba em favor dos interesses do Estado, convidou Wilson Santiago (PMDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) para o encontro.

Santiago convidado porque está no exercício do cargo. Cássio porque, após decisão do STF, seria o verdadeiro dono do mandato de senador.

“O convite a Wilson Santiago foi remetido antes da decisão do STF e como ele está no exercício tem que ser chamado. Já Cássio Cunha Lima também recebeu o convite uma vez que se prepara para assumir”, declarou Ruy, considerado um dos políticos mais conciliadores do Estado.

Segundo Ruy, o importante é que todos deixem as diferenças políticas e pessoais do lado e passem a pensar qual a melhor forma de ajudar a Paraíba.

Blog Luís Tôrres

sexta-feira, 25 de março de 2011

O caso Cássio

PASSO SEGUINTE: Cássio Cunha Lima revela trâmite do processo, quais as estratégias dos advogados e possível data da posse no Senado Federal

PASSO SEGUINTE: Cássio Cunha Lima revela trâmite do processo, quais as estratégias dos advogados e possível data da posse no Senado Federal
O senador eleito, Cássio Cunha Lima (PSDB), revelou durante entrevista, nesta sexta-feira (25), as estratégias que os seus advogados pretendem adotar para garantir a sua diplomação no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba e a conseqüente posse no Senado Federal.

Inicialmente Cássio lembrou que numa democracia ninguém pode ser punido duas vezes, que já havia sofrido uma punição e cumprido uma sanção. Cássio adiantou ainda quais caminhos serão adotados no trâmite processual.

“O processo encontra-se fisicamente na Procuradoria no Ministério Público, os meus advogados estão entrando com um requerimento para que o MP devolva o processo ao gabinete do Ministro Joaquim Barbosa para que o relator possa monocraticamente despachar permitindo a minha diplomação no TRE e conseqüentemente a minha vaga no Senado”, contou.

TEMPO PARA A POSSE: O ex-governador mostrou-se otimista e salientou que num curto espaço de tempo poderá assumir a tão ‘disputada’ cadeira no Senado Federal.

“No máximo em 30 dias estarei o mandato que me foi concedido pelo povo da Paraíba”, revelou.

Cunha Lima também deu uma declaração interessante nesta sexta-feira, ele salientou que pretende unir dois desafetos políticos: o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o senador Cícero Lucena (PSDB).

“Vamos tentar fazer que eles se aproximem nem que seja apenas para sentar e discutir os projetos pelo bem da Paraíba”, frisou o senador Cássio.

Henrique Lima

PB Agora

Raul Formiga volta atrás em declarações e põe culpa na imprensa; Editoria reafirma matéria


O vereador Raul Formiga demonstrou não estar  nada satisfeito com o trabalho da imprensa de Monteiro. Ele deu declarações nesta quinta feira pela manha de que repudiava o comportamento de alguns segmentos da imprensa que segundo ele agem de forma tendenciosa e prestam um desserviço à comunidade local.

O estopim da irritação do vereador foram declarações a ele atribuídas em matéria veiculada pelo Portal Tribuna do Cariri em relação à existência ou não de projetos, ou pré-projetos oriundos de Monteiro no Programa COOPERAR na capital paraibana.

Indagado inclusive pelo fato de que os próprios presidentes de associações foram ao local e atestaram a real situação dos projetos, Raul disse que os presidentes nada viram quando embarcaram para a capital paraibana. “Eles não viram nada. Eles foram levados a crer em uma informação que alguns segmentos da imprensa criaram. A imprensa de Monteiro deveria se preocupar mais em participar de campanhas e noticiar problemas da sociedade e da população de Monteiro e não agir de forma tendenciosa como vem agindo em Monteiro” criticou o vereador.

Na mesma entrevista, o vereador Raul Formiga negou que tenha se auto desmentido em relação a estas declarações sobre os projetos do COOPERAR. “Não retiro o que disse, agora vim me defender, pois soube que o jornalista Fábio Brito declarou que eu havia desmentido a mim mesmo sobre os projetos quando isso não é verdade”, acusou.

Durante a entrevista o jornalista citado declarou que repassou informações que lhes foram dadas por pessoas que estiveram presentes na reunião. “Assim como eu trouxe as informações sem mesmo estar na referida reunião, o vereador traz seu julgamento após ouvir pessoas dizerem algo a ele sem que ele também tivesse ouvido minhas declarações, então estamos no mínimo empatados e dou o caso por encerrado”, disse o jornalista Fábio Brito.

Nota da Editoria

A Editoria do portal Tribuna do Cariri reafirma todo o conteúdo da matéria publicada, na qual os dirigentes comunitários que foram a João Pessoa ouviram da direção do Cooperar a informação de que não existiam PROJETOS ATIVOS DE MONTEIRO prontos para liberação dos recursos, conforme vinha sendo inventado nas reuniões das associações. O próprio editor do portal, que estava presente à audiência em João Pessoa, testemunhou isso ser dito aos dirigentes comunitários pelo Dr. Roberto Vital, autoridade maior do Projeto Cooperar na Paraíba.

Ao mesmo tempo a Editoria reafirma a matéria na qual o vereador Raul Formiga disse durante recente reunião no Teatro Jansen Filho que na realidade o tramita no Cooperar são PRÉ-PROJETOS e parabenizando a Prefeitura pela parceria com as associações. A fonte da informação é pessoa da maior credibilidade.

O Editor lamenta o comportamento dúbio do parlamentar.que, talvez após um puxão de orelhas do chefe político, tenha optado por desdizer o que disse, mesmo que sua declaração tenha sido de público.
O Editor conclui lamentando também ser obrigado a considerar ter sido um grande equívoco acreditar nas propostas tendenciosas do então candidato a vereador e, ao lado da sua família, ter sufragado o seu nome nas urnas em 2008. Afinal de contas é decepcionante votar em quem não segura o que diz.

Simorion Natos
Editor do portal Tribuna do Cariri